MELHORANDO A MEMÓRIA!!!



Introdução a Como funciona a memória humana
Homens desmemoriados
Segundo um estudo publicado na revista especializada Neurology, os homens apresentam mais riscos de perda de memória e demência do que as mulheres.

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Quanto mais se sabe sobre a memória, melhor se compreende como melhorá-la. Neste artigo você terá uma visão geral básica de como sua memória funciona e de que maneira os efeitos do envelhecimento afetam sua capacidade de lembrar.
O primeiro choro de seu filho, o gosto dos biscoitos de polvilho da sua avó, o cheiro da brisa do oceano. São esse tipos de memórias que formam a experiência contínua de sua vida - elas oferecem uma percepção de personalidade. São elas que fazem você se sentir confortável com pessoas e lugares familiares, conectam seu passado com seu presente e oferecem uma estrutura para o futuro. De certa maneira, é nosso conjunto de memórias coletivas - nossa "memória" como um todo - que nos torna quem somos.


Cientistas acreditam que a memória não está localizada em um local específico no cérebro porque ela é um processo que envolve todo o cérebro

A maioria das pessoas fala sobre a memória como se ela fosse parte de seu corpo. Mas a memória não existe da mesma forma que o corpo - não é algo que se pode tocar. É um conceito que se refere a um processo de lembranças.

No passado, muitos especialistas ficavam satisfeitos em descrever a memória como um tipo de pequeno gabinete de arquivo para pastas de memórias individuais em que as informações eram armazenadas. Outros relacionavam a memória a um supercomputador neural preso ao couro cabeludo humano. Porém, atualmente, os especialistas acreditam que a memória é muito mais complexa e difícil de se compreender - e que ela não está localizada em um determinado local do cérebro por ser um processo que ocorre em todo o cérebro.


 que parece ser uma única memória é, na verdade, uma construção complexa. Se pensar em um objeto - digamos, uma caneta - o cérebro lembra do nome do objeto, seu formato, sua função, o som que faz quando desliza sobre o papel. Cada parte da memória do que é uma "caneta" vem de uma região diferente do cérebro. A imagem inteira dessa uma caneta é ativamente reconstruída pelo cérebro a partir de muitas áreas diferentes. Os neurologistas estão apenas começando a entender como as partes são remontadas em uma peça coerente.

Se você estiver andando de bicicleta, a memória de como operar a bicicleta surge a partir de um conjunto de células cerebrais. A memória de como ir de um lugar a outro vem de outro bloco, a memória de regras de segurança ao se andar de bicicleta vêm de outro e aquele sentimento de apreensão que se tem quando um carro faz uma curva perigosamente perto de você, vem de um outro bloco. Ainda assim, você nunca está consciente dessas experiências mentais separadas, nem que elas estão todas vindo de partes diferentes de seu cérebro porque elas trabalham harmoniosamente juntas. Na verdade, os especialistas nos dizem que não há uma distinção sólida entre como você lembra e como você pensa.

Isso não significa que os cientistas descobriram exatamente como o sistema funciona. Eles ainda não compreendem exatamente como você se lembra ou o que ocorre durante a lembrança. A pesquisa sobre como o cérebro organiza as memórias e onde essas memórias são adquiridas e armazenadas tem sido, por décadas, uma busca interminável entre os pesquisadores. Ainda assim, há informações suficientes para fazer algumas suposições. O processo da memória começa com a codificação, em seguida, passa para o armazenamento e, eventualmente, pela recuperação.


**Alimentos para manter o foco e a memória a todo vapor

Manter o foco e a energia no trabalho e a memória a todo vapor tem uma receita simples: coma a cada três ou quatro horas. Mas, claro, você precisa apostar nos alimentos certos

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Por trás daquela dificuldade para achar uma saída rápida para questões do dia a dia ou prestar atenção em cada detalhe do discurso alheio se esconde um grito de alerta. O estoque de energia do cérebro está chegando a níveis críticos. A solução para evitar atrasos — de pensamento, no caso — é ter sempre um snack ao alcance das mãos. Essa é, pelo menos, a recomendação de um time de pesquisadores do Centro de Psicologia da Universidade do País de Gales, que analisou o rendimento de 96 participantes em testes de atenção e interpretação de textos. A metade que só tomou café da manhã e, depois, foi direto almoçar obteve piores resultados que o restante, que fez duas outras pequenas refeições nos intervalos de um dia cheio de tarefas.

“Longos períodos de jejum estressam o corpo, que é obrigado a priorizar órgãos vitais como o cérebro, retirando combustível estocado em outros cantos”, explica a nutricionista Tarsila Ferraz de Campos, do Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. E, em um primeiro momento, essa estratégia de redistribuir a energia até bota a cabeça para funcionar. Mas o resultado é a produção de ácido lático, substância que muda o pH do sangue e desperta o desejo irresistível por uma soneca. O foco do pensamento, então, vai para o espaço.

Quando você fraciona as refeições, não falta energia para o cérebro trabalhar — e o corpo não produz ácido lático a ponto de causar a sonolência diurna. “Isso porque o organismo consegue manter constantes os níveis de glicose no sangue, que é o resultado da digestão”, justifica a endocrinologista Claudia Cozer, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Mas atenção: para se beneficiar dessa tática, você deve reduzir a quantidade de comida nas refeições principais. Senão, o tiro sai pela culatra e os quilos começam a se acumular.

Nos lanches, aposte em porções moderadas de carboidratos complexos, como pães integrais, ricos em glicose. Essa é a principal manobra para a massa cinzenta funcionar a todo vapor. “Afinal, o cérebro se alimenta exclusivamente dessa molécula, consumindo 20% de toda a energia que ela produz ao ser queimada no organismo”, diz o neurofisiologista Rubem Guedes, professor da Universidade Federal de Pernambuco. “Se o fornecimento de glicose for deficiente, bilhões de neurônios que precisam de energia para realizar a troca de informações deixarão de trabalhar. E, aí, funções como a atenção terminam prejudicadas”, completa. Além de carboidratos, inclua nessas refeições uma fonte de proteínas, que são a matéria-prima de alguns neurotransmissores, moléculas usadas pelos neurônios para trocar mensagens entre si.

Se a reposição de proteínas e carboidratos não acontece como deveria e o cérebro ameaça cortar linhas de comunicação, há soluções emergenciais, como lançar mão de café, chá preto ou chocolate amargo. “A cafeína pertence ao grupo das xantinas — do qual fazem parte a teofilina dos chás e a teobromina do cacau. São substâncias que estimulam o sistema nervoso e aumentam a atenção”, afirma Marina Balzer, nutricionista do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Elas melhoram o desempenho mental, mas o efeito dura um curto período. Não adianta exagerar na dose: cerca de 500 miligramas de cafeína, ou três xícaras de expresso forte, iniciam o processo de intoxicação, que causa insônia e taquicardia. E insônia prejudica o raciocínio no dia seguinte... Daí a história então se repete — ou fica até pior.

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