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terça-feira, 9 de novembro de 2010

VAMOS REFLETIR UM POUCO SOBRE A VIDA



ASSIM EU VEJO A VIDA
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

Cora Coralina





ONDE VOCÊ COLOCA O SAL?



O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e o acompanhasse até um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
- Enquanto a água escorria pelo queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? perguntou o Mestre.
- Não... - disse o jovem.


O Mestre sentou ao seu lado e disse:
- Assim são as dores na vida de uma pessoa, não muda. 
Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Quando você sentir dor, a única coisa que deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. 
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. 
É deixar de ser copo para tornar-se um Lago. 
Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos. 
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. 
Cante, ria e chore antes que a cortina se feche e tudo termine... sem aplausos!!!

sábado, 19 de setembro de 2009

POESIA BELA- OH! ALMA






OH! ALMA

A mão que impunha a bandeira do ideal
Da felicidade
Na libertação;
A mão quente que consola e cura
Que afaga o triste
E ergue o fraco,
A mão que ceifa o erro
E semeia a vida entre o bem e o mal,
Não poderia no calor da festa
Suportar a réplica dos céus partidos
Sem a carícia da mãozinha frágil,
Da mão etérica da Alma!
O olhar enigma que ora é tristonho,
ora é severo e lembra o sol,
O olhar vermelho que expele o fogo
Da paixão universal,
É também o olhar amigo,
Do eterno amigo
De olhar profundo e mágico.
A cabeça branca que tanto decifra enigmas humanos.
A cabeça que muitas vezes humilde e quieta
Desafia a prepotência,
Não seria erecta não seria quieta,
Não encontrasse em ti oh! Alma
O feminino e terno azul de sua Vida!
Os pés cansados de romper, na rocha
A estrada longa que nos leva a Aurora,
Somente ao lado dos seus pés oh! Alma,
Encontra forças para a grande empreita.
A boca incendiada pelo verbo
A incandescer mil almas geladas,
Não deixa de aspirar,oh! Alma,
Não deixas de aspirar o beijo
Da boca ardente e igual!

(ALÓDIO TOVAR)